Vacinação de crianças volta a ser obrigatória no Bolsa Família


07.02.2023

Confira cronograma do Programa Nacional de Imunizações 2023

Obrigatoriedade da vacinação havia sido retirada do Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família no governo Bolsonaro (foto: Agência Brasil)

A vacinação infantil e a frequência escolar serão obrigatórias para os inscritos no Bolsa Família. A previsão de que o adicional de R$ 150 por criança até 6 anos seja pago a partir de março, desde que as crianças comprovem a vacinação e a frequência escolar, quando em idade obrigatória. Também será cobrada a realização do pré-natal.

O Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família no governo Bolsonaro (PL), havia retirado a obrigatoriedade. O presidente Lula (PT) confirmou, nesta segunda-feira (6), o retorno dos condicionantes.

“O Bolsa Família volta com uma coisa importante: condicionantes. Primeiro, as crianças até 6 anos de idade vão receber R$ 150 reais a mais. Segundo, as crianças têm que estar na escola, senão a mãe perde o auxílio. Terceiro; a criança tem que ser vacinada, se não tiver atestado de vacina, a mãe perde o benefício. Quarto, se a mãe tiver em estado de gestação, ela tem que fazer todos os exames que a medicina exige”, afirmou o presidente, na inauguração do Super Centro Carioca de Saúde, no bairro de Benfica, no Rio de Janeiro.

Presidente Lula e ministra Nísia Trindade, na inaguração do Super Centro Carioca de Saúde (foto: Agência Brasil)

Na inauguração, o presidente Lula e a ministra da Saúde Nísia Trindade anunciaram programa para reduzir filas de cirurgias eletivas, exames e consultas especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão destinados inicialmente R$ 200 milhões.

Em seu discurso, o presidente fez um apelo para que as crianças sejam vacinadas na idade certa. “A gente não pode vacilar, a gente não pode brincar. É uma questão da ciência. Eu, se tiver dez vacinas da Covid, 50 para tomar, eu tomo quantas forem necessárias, porque eu gosto da minha vida. E eu acho que cada um tem que gostar da vida dos seus filhos. Levar as crianças na idade certa”, disse Lula.

Campanha Nacional – Ministério da Saúde divulgou, terça-feira passada (31), o cronograma do Programa Nacional de Vacinação 2023. A campanha começará em 27 de fevereiro e intensificará a imunização contra a Covid-19, influenza e poliomielite e sarampo.

Confira o cronograma

Etapa 1 – a partir de fevereiro
Vacinação contra Covid-19 (reforço com a vacina bivalente)
(estimativa populacional: 52 milhões)

Público-alvo: pessoas com maior risco de formas graves de Covid-19;
• Pessoas com mais de 60 anos;
• Gestantes e puérperas;
• Pacientes imunocomprometidos;
• Pessoas com deficiência;
• Pessoas vivendo em Instituições de Longa Permanência (ILP);
• Povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
• Trabalhadores e trabalhadoras da saúde.

Etapa 2 – a partir de março
Intensificação da vacinação contra Covid-19

Público alvo:
• Toda a população com mais de 12 anos.

Etapa 3 – a partir de março
Intensificação da vacinação de Covid-19 entre crianças e adolescentes

Público alvo:
• Crianças de 6 meses a 17 anos.

Estratégias e ações:
• Mobilizar a comunidade escolar, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio com duas semanas de atividades de mobilização e orientação; comunicar estudantes, pais e responsáveis sobre a necessidade de levar a Caderneta de Vacinação para avaliação;

Etapa 4 – a partir de abril
Vacinação de Influenza

Público-alvo:
• Pessoas com mais de 60 anos;
• Adolescentes em medidas socioeducativas;
• Caminhoneiros e caminhoneiras;
• Crianças de 6 meses a 4 anos;
• Forças Armadas;
• Forças de Segurança e Salvamento;
• Gestantes e puérperas;
• Pessoas com deficiência;
• Pessoas com comorbidades;
• População privada de liberdade;
• Povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
• Professoras e professores;
• Profissionais de transporte coletivo;
• Profissionais portuários;
• Profissionais do Sistema de Privação de Liberdade;
• Trabalhadoras e trabalhadores da saúde.

Etapa 5 – a partir de maio
Multivacinação de poliomielite e sarampo nas escolas

Estratégias e ações:
• Mobilizar a comunidade escolar, com duas semanas de atividades de mobilização e orientação; reduzir bolsões de não vacinados; comunicar estudantes, pais e responsáveis sobre a necessidade de levar a Caderneta de Vacinação para avaliação;

 

Fonte: Ascom Cofen, com informações da Agência Brasil

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