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Cofen inicia parceria com MS para combate à sífilis

Enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem devem aplicar penicilina benzatina nas Unidades Básicas de

Teleconferência apresentou a situação da sífilis no Brasil e destacou o papel da Enfermagem no enfrentamento

Saúde. Para esclarecer dúvidas sobre a aplicação do medicamento, único comprovadamente capaz atravessar a barreira placentária e evitar a sífilis congênita, o conselheiro federal Vencelau Pantoja participou, nesta quinta-feira (6/8), de teleconferência com as coordenações estaduais de DST/Aids e Hepatites Virais, Atenção Básica, Saúde da Mulher, Saúde do Homem e dos Conselhos Regionais de Enfermagem.

O Brasil registra alarmantes 7,4 casos caso de sífilis em gestantes por 100 mil nascidos vivos (2013), com tendência de alta. 4,7 a cada 100 mil brasileirinhos nascem com a doença, que pode provocar complicações graves, inclusive cegueira e morte do bebê.

A segurança da administração da penicilina benzatina por profissionais de Enfermagem na atenção básica e a importância de sua aplicação imediata para o tratamento da doença e prevenção da sífilis congênita está demonstrada, na avaliação do Ministério da Saúde e do Cofen, que tem dado ampla divulgação à revogação do parecer n° 08/2014. Para a aplicação do medicamento, a UBS deve dispor de adrenalina, usada em caso de reação, podendo haver posterior encaminhamento do paciente a unidade especializada, conforme o caso.

“Esta teleconferência é a primeira ação de uma parceria fundamental com o Cofen. A Enfermagem é fundamental no enfrentamento da sífilis congênita”, destacou a diretora-adjunta do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DDAHV/MS), Adele Benzaken.

Ministério da Saúde no 18º CBCENF – Um dos desdobramentos da parceria do Cofen com o Ministério da Saúde é a participação no 18º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (18º CBCENF), que será realizado em João Pessoa, de 15 a 18 de setembro. Estande do MS apresentará as ações e diretrizes do SUS. A presença do Ministério da Saúde reforça o diálogo com os profissionais de Enfermagem, que representam mais de metade dos profissionais de Saúde brasileiros.

Desabastecimento – A teleconferência apresentou também dados críticos sobre os estoques nacionais da penicilina benzatina e penicilina cristalina. O Ministério da Saúde está realizando expedientes para conseguir importá-las, em parceria com a Organização Mundial de Saúde. Ainda não há previsão de entrega, devido ao desabastecimento internacional dos insumos para a fabricação dos medicamentos.

41% dos Estados brasileiros já reportam falta de penicilina benzatina. A teleconferência reforçou as instruções para uso do estoque, que é crítico. Em pacientes não gestantes deve-se utilizar outros medicamentos para controle da sífilis. A orientação técnica para os Estados que ainda têm penicilina benzatina é privilegiar o atendimento das gestantes, considerando o grave risco à criança. Os estoques penicilina cristalina, usada no tratamento dos bebês nascidos com sífilis congênita, também são baixos.

Fonte: Ascom – Cofen